Abobrinha atômica

Sou uma pessoa que adora conversar. Sobre tudo e qualquer coisa, de piada a questões filosóficas, de religião à política com escala em futebol, ou seja desde os assuntos mais triviais aos mais polêmicos e, não necessariamente nesta ordem.
Aliás, se há um tipo de conversa que me fascina, é exatamente aquela que não obedece nenhuma ordem, ela simplesmente flui, daí o nome sem pé nem cabeça para o título desta postagem, pois é exatamente isso que me encanta, quando você começa um assunto qualquer e, algum tempo depois, está, acaloradamente falando de algo que faz com que, repentinamente, alguém pare e se pergunte:
Como viemos parar neste assunto? Começamos falando de abobrinhas e agora discutimos a quebra do átomo?
Com certeza, se você parar para analisar, seus melhores amigos serão sempre as pessoas com as quais esse tipo de conversa acontece.
Com essas pessoas o assunto parece não ter fim, e você se sente completamente a vontade, para expor suas opiniões, dúvidas, pitacos, e até mesmo confessar que não manja nada sobre este ou aquele tema.
Até porque, ainda que não domine um determinado tópico, você fala qualquer asneira despretensiosa e tudo converge para uma deliciosa gargalhada.
Nada despretensioso, no entanto, é este espaço, pois aqui, o que eu quero realmente é propor isto: falar sobre tudo, sem tentar impor nada, e discorrer até sobre o nada, sem reivindicar a postura de saber tudo sobre qualquer coisa.
Afinal tudo o que sabemos, ou deveríamos saber, é que não sabemos tudo sobre nada, e não há nada que realmente possamos saber absolutamente tudo.
Não entendeu? Não se preocupe, nem eu mesmo entendi, e talvez, seja essa incompreensão que nos faça seguir, que gere a tão necessária inquietude, e que nos guie por temas sucessivos e nos leve à necessidade de linkar uma coisa a outra, mesmo que estas pareçam antagônicas ou incompatíveis.
E é por isso que não vou te convidar dizendo:
- Vem comigo que no caminho te explico.
Mas vou sim te convidar, porém dizendo:
- Vem comigo, no caminho descobrimos.
Eu não sei onde vamos chegar, se num canteiro de abóboras ou num abrigo antiatômico, e, pra ser sincero, isso pouco importa, o que importa na vida é sempre o caminho, nunca o destino, e claro, nos divertirmos durante todo o percurso.
Bora caminhar!

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